quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A Escrava Isaura – resumo

               A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães – Resumo

O romance desta resenha possui, em suma, uma participação muito relevante à história num sentido mais cronológico do Brasil. Sua participação nos relatos é substancial não só pelos vivos relatos e pela minuciosidade da narração, mas também por viva participação dos escritores em movimentos abolicionistas da época.
Porém, sem delongas, vamos à narrativa.
Neste livro, Bernardo Guimarães vai usar toda a temática da escravidão, que vigorava nas fazendas de grandes senhores, para trazer um jovem, bem de vida, e este lutará pela independência de sua amada; esta que, por sua vez, era uma escrava.
A personagem principal é Isaura, uma moça de pele branca, criada como família na fazenda do Comendador. Seus donos logo acabam morrendo, deixando Isaura a cargo de Leoncio, o filho único deles –– Leoncio, que era esbanjador de uma vida cheia de regalias, mantinha gastos perdulários e havia tido uma vida libidinosa numa viagem que fez à Corte.  Mas Leoncio, logo que volta, tem um casamento arranjado com Malvina. A moça tinha ainda a esperança de ser liberta, assim que madrasta morresse, mas isso não ocorreu. Isaura fora crida com muito esmero, e era admirada por muitos, como Leoncio, o Belchior –– jardineiro que adorava trazer flores para a moça ––, o feitor da fazenda e, ainda, Henrique –– que era irmão de Malvina. O pai de Isaura, Miguel vivia por trabalhar numa venda e, com o dinheiro que ganhava, se preocupava em juntar dinheiro para tentar libertar a filha. Ele, entretanto, nunca conseguira. Agora, então, com a morte do comendador –– seu ex-patrão ( Miguel engravidara a escrava Juliana, que pertencia ao Comendador e depois disso havia sido mandado embora; mas a mulher do comendador nunca tivera uma menina, gostou de Isaura e ficou com ela. Leoncio, logo depois que virou senhor de Isaura, passou a enchê-la e ameaça-la levar para o tronco, caso ela continuasse a recusar se entregar para ele. Leoncio, além de gastador, traía Malvina com escravas, uma delas era Rosa, que odiava Isaura. O pai de Isaura, desolado por não conseguir liberta-la, decide fugir com a moça para o nordeste. Chegando lá, cada um adere outro nome. Ela passa a se chamar Euvira; ele, Ancelmo. Ela, inesperavelmente, acaba conhecendo Alvaro, um homem cavalheiro nobre e herdeiro de uma fortuna valiosíssima em todo o Recife. Os dois se apaixonam um pelo outro. Numa festa da cidade, à qual compareceu Isaura, um policial, Martinho, contrado por Leoncio para procurá-la, a reconhece e a desmascara. Alvaro, porém, defende a amada e mantem-a em sua casa até o momento em que Leoncio vem buscá-la. uma ocasião, Leoncio, para atenuar a situação –– inclusive os descontentamentos de Malvina com ele ––, decide casá-la com Belchior. Mas antes que cerimônia ocorresse, Alvaro aparece e diz que Leoncio não é mais o dono da fazenda. O que ocorreu foi que Alvaro ficou sabendo de todas as manobras que Leoncio fizera para resgatar a escrava, deixando altas dívidas, o que faz Alvaro pagá-las, fazer um acordo e assumir compromisso de pagar suas dívidas, ganhando, assim, a fazenda. A despeito disso, Leoncio se mata, e o casal vive feliz daí em diante.

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